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Famílias linguísticas

Assim como as pessoas, os idiomas têm "parentes". Línguas de uma mesma família descendem de um ancestral comum e compartilham palavras, sons e estruturas.

Como os linguistas descobrem que duas línguas são parentes?

Não basta que duas línguas tenham palavras parecidas: o inglês "much" e o espanhol "mucho" se parecem por puro acaso, pois vêm de raízes diferentes, e o japonês "pan" é empréstimo do português, não herança. Para provar parentesco, os linguistas usam o método comparativo, que procura correspondências sonoras regulares em vocabulário básico, como partes do corpo, números e termos de parentesco.

Um exemplo clássico: onde o latim tem "p" no início da palavra, as línguas germânicas costumam ter "f" (latim pater, inglês father; latim piscis, alemão Fisch). Essa regularidade, descrita no século XIX e conhecida como Lei de Grimm, só se explica se as duas línguas vierem de um ancestral comum. Com o mesmo método, os estudiosos reconstroem palavras de línguas que nunca foram escritas, como o proto-indo-europeu.

Algumas línguas não têm parentes conhecidos e são chamadas de isoladas, como o basco. Outras, como o esperanto, foram construídas de propósito. Leia mais no guia Famílias linguísticas explicadas.