Indo-Europeia
3,3 bilhões de falantesA maior família linguística do mundo em número de falantes, com idiomas que vão da Islândia à Índia.
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Assim como as pessoas, os idiomas têm "parentes". Línguas de uma mesma família descendem de um ancestral comum e compartilham palavras, sons e estruturas.
A maior família linguística do mundo em número de falantes, com idiomas que vão da Islândia à Índia.
Família do árabe, hebraico, amárico e das antigas línguas egípcia e acádia.
A maior família do mundo em número de línguas, com mais de 1.500 idiomas africanos.
Segunda maior família do planeta, inclui as línguas chinesas, o tibetano e o birmanês.
Pequena família formada pelo japonês e pelas línguas ryukyuanas de Okinawa.
Família praticamente isolada, representada hoje pelo coreano e pelo jeju.
Línguas faladas da Turquia à Sibéria, como turco, azeri, cazaque e uzbeque.
Família do finlandês, húngaro e estoniano, com origem perto dos Montes Urais.
Família espalhada de Madagascar à Ilha de Páscoa, com indonésio, tagalo e havaiano.
Família do vietnamita e do khmer, falada no Sudeste Asiático e na Índia.
Também chamada tai-kadai, inclui o tailandês, o laosiano e o zhuang.
Tronco linguístico sul-americano do guarani e do tupi antigo, base da língua geral.
Família de línguas andinas, herdeira da língua administrativa do Império Inca.
Idiomas criados de forma planejada, como o esperanto, e não por evolução natural.
Não basta que duas línguas tenham palavras parecidas: o inglês "much" e o espanhol "mucho" se parecem por puro acaso, pois vêm de raízes diferentes, e o japonês "pan" é empréstimo do português, não herança. Para provar parentesco, os linguistas usam o método comparativo, que procura correspondências sonoras regulares em vocabulário básico, como partes do corpo, números e termos de parentesco.
Um exemplo clássico: onde o latim tem "p" no início da palavra, as línguas germânicas costumam ter "f" (latim pater, inglês father; latim piscis, alemão Fisch). Essa regularidade, descrita no século XIX e conhecida como Lei de Grimm, só se explica se as duas línguas vierem de um ancestral comum. Com o mesmo método, os estudiosos reconstroem palavras de línguas que nunca foram escritas, como o proto-indo-europeu.
Algumas línguas não têm parentes conhecidos e são chamadas de isoladas, como o basco. Outras, como o esperanto, foram construídas de propósito. Leia mais no guia Famílias linguísticas explicadas.